21.8.07

Desabafo


"Quando a música terminar, acendam as luzes !!!"

O trecho acima foi profetizado por Jim Morrison, vocalista do The Doors. Parece que no ano de 1960 Jim Morrison já sabia o que aconteceria com a música nos tempos de hoje.

Minha opinião pessoal sobre a música, qualquer tipo de música, desde que seja feita com o coração, de maneira inteligente e sem rótulos seria umas das únicas maneiras de podermos mudar o mundo em que nós vivemos. Fundamentando este pensamento, é só voltarmos um pouco no tempo e podemos ver nitidamente como a música cantada por ótimos compositores acompanharam toda a revolução do nosso e dos outros países, exigindo mudanças, direitos, humanismo, quebrando barreiras, atropelando o pré-conceito. Conseguimos ver isto atualmente?
As letras eram de amor, não de corno; de protesto, não de anarquia; de diversão, não de bagunça; de solidão; não de EMO (odeio rótulos, porque um grupo precisou se identificar desta forma?).

Chico Buarque cantou sobre a Roda Viva que ele viveu, sobre o amor que a Rita levou e em forma de carta cantada ele conseguiu mandar informações para seu amigo exilado (que estava exilado por causa de suas letras fortes sobre o governo da época da ditadura); Raul Seixas, o grande maluco beleza, cantou sobre lesbianismo quando não se podia; admitiu ser uma metamorfose ambulante; falou sobre deuses e diabos e foi tido como bruxo; Demônios da Garoa cantou sobre nossa cidade, nossa ignorância, nosso samba e cultura; o IRA! falou sobre alistamento militar obrigatório, migração, política, socialismo, paixões, pais e filhos; Bob Marley trouxe esperança e conseguiu mostrar um pouco sobre toda cultura, religião e filosofia de vida de seu povo; U2 cantou sobre guerra, inclusão social e o fim das guerras. Este post poderia dar um livro, paro por aqui a comparação.

Quando ligamos o rádio hoje o que ouvimos? Eu sinceramente não ouço nada, palavras entram em meu ouvido e não dizem nada, melodias pré fabricadas para atingir mentes acéfalas. Não vale nem a pena citar as bandas nacionais e internacionais para não dar "mais linha para esta pipa".
Infelizmente, o que fica é a saudade. Saudade das guitarras de Jimi Hendrix, das vozes do Rock 'n Roll, da inteligência da MPB, da alegria do Samba, da elevação do Reggae,da complexidade da Bossa Nova, da diversão do Hard Core, da animação do Ska, do Batuque da Manguebeat, do amor pela música.


Este é só um relato de mais uma pessoa que não consegue mais ligar o rádio.

Nota: momento de inspiração reflexiva devido à ficar sem aparelho de CD no carro e ter que ouvir rádio.

Um comentário:

Anônimo disse...

Texto interessante, mas um pouco solto...

falta uma base, mas talvez se tiver essa base o texto fique um porre...


é isso...

um abraço

Peu